01/12/2005
Preciso urgentemente que alguém me dê um beliscão. Às vezes tenho impressão de que estou mergulhada em um sono profundo que não se abala nem como o mais potente dos despertadores. É difícil acreditar que sou testemunha de algumas coisas que acontecem.
Gostaria mesmo de um beliscão, um susto, enfim, qualquer coisa que demonstre que não estou sonhando, ou melhor, não estou tendo um pesadelo.
Após anos de repressão política, vivendo sob a Ditadura Militar, que infelizmente não é bem contada em nossos livros de história razão pela qual a maioria os jovens que atualmente cursam o 2º grau não tem sequer noção do que foi a Ditadura Militar (isso segundo pesquisa realizada por um conceituado instituto, inacreditável não!?), as pessoas permanecem impassíveis diante do dragão, incapazes de qualquer reação politicamente significativa. Mas, será que é possível reagir a isso?
De certo que, se essa pesquisa tivesse se estendido aos universitários não teria um resultado muito diferente. A população foi empobrecida moral, ética e culturalmente durante anos a fio e continua a sê-lo. Não é difícil constatar isso, basta que olhemos para nossos jovens que ganharam o “privilegio” de serem automaticamente aprovados, ou seja, mesmo que eles não saibam nada, são promovidos para a série seguinte e assim sucessivamente até concluírem o hoje chamado "Ensino Fundamental". Fundamental porque é o fundamento, a base para que o jovem possa cursar uma universidade.
No entanto, isso não é uma coisa fundamental do ponto de vista dos nossos "politicos", pois um povo sem cultura, sem instrução torna-se facilmente manipulável e é exatamente isso que interessa àqueles que estão no poder. Por essa razão é que também não é interessante que os jovens aprendam a pensar, nem que conheçam a fundo sua história, pois isso faria com que eles aprendessem a evitar o cometimento dos mesmos erros.
É possível perceber a cada dia que o conceito de moral e ética fica mais distante das pessoas. E o estarrecedor é que isso não acontece só aqui; parece que o mundo está sofrendo de abstinência moral, ética e cultural, de forma que temos que acordar antes que seja tarde. Mas um beliscão apenas não é suficiente para despertar-nos de um pesadelo tão profundo. Quem sabe uma sacudida! Melhor seria uma explosão.
09/12/2009
Como diria Pessoa
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo... " (Fernando Pessoa )
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo... " (Fernando Pessoa )
Mudança
Hoje meu relógio me despertou ao som de Imagine do John Lennon. Nessa época do ano essa música toca inúmeras vezes, como se fosse uma espécie de grito de socorro da humanidade. Não sei se isso acontece porque dezembro é o mês de aniversário da morte de Lennon ou se é porque perto do Natal as pessoas se tornam mais carentes de humanidade.
Talvez sejam as duas coisas. O fato é que a letra dessa música traduz um sentimento comum a quase todas as pessoas: a vontade de viver em paz consigo mesmo e com o restante do mundo. Todos nós desejamos a paz de espírito e conseqüentemente a paz entre todos os homens, mas a verdade é que nós pouco fazemos para obte-la.
Por mais que tentemos nos manter em paz, nós ainda nos iramos com nosso semelhante por coisas insignificantes. É comum, por exemplo, vermos alguém se irritar simplesmente porque o carro da frente demorou pra sair quando o sinal ficou verde, parece que nessa hora o motorista do carro de trás perde a racionalidade e faz tudo para que o condutor do carro da frente acabe se irritando também. De maneira que se forma um circulo vicioso, que vai aumentando como se fosse uma bola de neve. Mas, nessa época do ano parece que as pessoas se tornam mais tolerantes, claro que tal tolerância não chega a alcançar a totalidade dos indivíduos, talvez por essa razão é que ela não seja tão perceptível, mas melhora muito.
As pessoas nessa época até cumprimentam–se mesmo sem se conhecer, coisa muito rara de acontecer. Pena que essa tolerância, amabilidade e respeito pelo próximo, que surge no final de cada ano, não perdurem durante os outros 11 meses do ano seguinte. Basta a chegada do mês de janeiro para que todos se esqueçam do espírito de paz, que tanto desejaram em seus cartões de final de ano, e voltem a velha rotina, deixando de lado a tolerância o respeito e a amabilidade para com as outras pessoas.
Porque é tão difícil pra nós perceber que a paz precisa começar em nós mesmos?
Eu penso que, para que a paz impere é preciso desarmar a alma das pessoas. È necessário que nos conscientizemos de que para alcançar a paz devemos ser pacíficos, e isso implica em sermos mais tolerantes, mais amáveis e mais respeitosos com todas as pessoas.
Eu, quando tomei consciência disso, procurei mudar minhas atitudes. É bem verdade que ainda deixo muito a desejar, mas simples mudanças de comportamento no meu dia-a-dia ao longo do tempo foram fazendo a diferença e hoje eu sei que minha vida está muito melhor e muito mais pacifica, venho aprendendo a conviver bem com as pessoas e já não me irrito mais com tanta facilidade.
Aprendi a me colocar no lugar dos outros e ser mais tolerante. Aprendi que diante de uma frase rude o melhor é um sorriso e uma frase amena dita com respeito e dignidade.
Hoje eu sei que são nossas atitudes que mudam o mundo ao nosso redor. Sei que muita gente chama isso de utopia, mas eu não, eu chamo de consciência e vontade, afinal, é preciso ter vontade de mudar e consciência de que depende de nós dar inicio a mudança.
Portanto, para começar a mudança nada melhor do que mudar aquilo que nós podemos, ou seja, nossas atitudes; e aos poucos chegar a tão almejada paz entre os povos. E que haja paz na terra aos homens de boa vontade (vontade de mudar, de vencer a guerra, de ser feliz e de viver em paz).
Talvez sejam as duas coisas. O fato é que a letra dessa música traduz um sentimento comum a quase todas as pessoas: a vontade de viver em paz consigo mesmo e com o restante do mundo. Todos nós desejamos a paz de espírito e conseqüentemente a paz entre todos os homens, mas a verdade é que nós pouco fazemos para obte-la.
Por mais que tentemos nos manter em paz, nós ainda nos iramos com nosso semelhante por coisas insignificantes. É comum, por exemplo, vermos alguém se irritar simplesmente porque o carro da frente demorou pra sair quando o sinal ficou verde, parece que nessa hora o motorista do carro de trás perde a racionalidade e faz tudo para que o condutor do carro da frente acabe se irritando também. De maneira que se forma um circulo vicioso, que vai aumentando como se fosse uma bola de neve. Mas, nessa época do ano parece que as pessoas se tornam mais tolerantes, claro que tal tolerância não chega a alcançar a totalidade dos indivíduos, talvez por essa razão é que ela não seja tão perceptível, mas melhora muito.
As pessoas nessa época até cumprimentam–se mesmo sem se conhecer, coisa muito rara de acontecer. Pena que essa tolerância, amabilidade e respeito pelo próximo, que surge no final de cada ano, não perdurem durante os outros 11 meses do ano seguinte. Basta a chegada do mês de janeiro para que todos se esqueçam do espírito de paz, que tanto desejaram em seus cartões de final de ano, e voltem a velha rotina, deixando de lado a tolerância o respeito e a amabilidade para com as outras pessoas.
Porque é tão difícil pra nós perceber que a paz precisa começar em nós mesmos?
Eu penso que, para que a paz impere é preciso desarmar a alma das pessoas. È necessário que nos conscientizemos de que para alcançar a paz devemos ser pacíficos, e isso implica em sermos mais tolerantes, mais amáveis e mais respeitosos com todas as pessoas.
Eu, quando tomei consciência disso, procurei mudar minhas atitudes. É bem verdade que ainda deixo muito a desejar, mas simples mudanças de comportamento no meu dia-a-dia ao longo do tempo foram fazendo a diferença e hoje eu sei que minha vida está muito melhor e muito mais pacifica, venho aprendendo a conviver bem com as pessoas e já não me irrito mais com tanta facilidade.
Aprendi a me colocar no lugar dos outros e ser mais tolerante. Aprendi que diante de uma frase rude o melhor é um sorriso e uma frase amena dita com respeito e dignidade.
Hoje eu sei que são nossas atitudes que mudam o mundo ao nosso redor. Sei que muita gente chama isso de utopia, mas eu não, eu chamo de consciência e vontade, afinal, é preciso ter vontade de mudar e consciência de que depende de nós dar inicio a mudança.
Portanto, para começar a mudança nada melhor do que mudar aquilo que nós podemos, ou seja, nossas atitudes; e aos poucos chegar a tão almejada paz entre os povos. E que haja paz na terra aos homens de boa vontade (vontade de mudar, de vencer a guerra, de ser feliz e de viver em paz).
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