09/12/2009

Mudança

Hoje meu relógio me despertou ao som de Imagine do John Lennon. Nessa época do ano essa música toca inúmeras vezes, como se fosse uma espécie de grito de socorro da humanidade. Não sei se isso acontece porque dezembro é o mês de aniversário da morte de Lennon ou se é porque perto do Natal as pessoas se tornam mais carentes de humanidade.

Talvez sejam as duas coisas. O fato é que a letra dessa música traduz um sentimento comum a quase todas as pessoas: a vontade de viver em paz consigo mesmo e com o restante do mundo. Todos nós desejamos a paz de espírito e conseqüentemente a paz entre todos os homens, mas a verdade é que nós pouco fazemos para obte-la.

Por mais que tentemos nos manter em paz, nós ainda nos iramos com nosso semelhante por coisas insignificantes. É comum, por exemplo, vermos alguém se irritar simplesmente porque o carro da frente demorou pra sair quando o sinal ficou verde, parece que nessa hora o motorista do carro de trás perde a racionalidade e faz tudo para que o condutor do carro da frente acabe se irritando também. De maneira que se forma um circulo vicioso, que vai aumentando como se fosse uma bola de neve. Mas, nessa época do ano parece que as pessoas se tornam mais tolerantes, claro que tal tolerância não chega a alcançar a totalidade dos indivíduos, talvez por essa razão é que ela não seja tão perceptível, mas melhora muito.

As pessoas nessa época até cumprimentam–se mesmo sem se conhecer, coisa muito rara de acontecer. Pena que essa tolerância, amabilidade e respeito pelo próximo, que surge no final de cada ano, não perdurem durante os outros 11 meses do ano seguinte. Basta a chegada do mês de janeiro para que todos se esqueçam do espírito de paz, que tanto desejaram em seus cartões de final de ano, e voltem a velha rotina, deixando de lado a tolerância o respeito e a amabilidade para com as outras pessoas.

Porque é tão difícil pra nós perceber que a paz precisa começar em nós mesmos?

Eu penso que, para que a paz impere é preciso desarmar a alma das pessoas. È necessário que nos conscientizemos de que para alcançar a paz devemos ser pacíficos, e isso implica em sermos mais tolerantes, mais amáveis e mais respeitosos com todas as pessoas.

Eu, quando tomei consciência disso, procurei mudar minhas atitudes. É bem verdade que ainda deixo muito a desejar, mas simples mudanças de comportamento no meu dia-a-dia ao longo do tempo foram fazendo a diferença e hoje eu sei que minha vida está muito melhor e muito mais pacifica, venho aprendendo a conviver bem com as pessoas e já não me irrito mais com tanta facilidade.

Aprendi a me colocar no lugar dos outros e ser mais tolerante. Aprendi que diante de uma frase rude o melhor é um sorriso e uma frase amena dita com respeito e dignidade.

Hoje eu sei que são nossas atitudes que mudam o mundo ao nosso redor. Sei que muita gente chama isso de utopia, mas eu não, eu chamo de consciência e vontade, afinal, é preciso ter vontade de mudar e consciência de que depende de nós dar inicio a mudança.

Portanto, para começar a mudança nada melhor do que mudar aquilo que nós podemos, ou seja, nossas atitudes; e aos poucos chegar a tão almejada paz entre os povos. E que haja paz na terra aos homens de boa vontade (vontade de mudar, de vencer a guerra, de ser feliz e de viver em paz).

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